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Terça-feira, Dezembro 27, 2005
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Caos!
Segunda feira passada, num bate-boca entre minha mãe e meu irmão, ele no calor do momento acabou dizendo o que devia e não devia pra mamãe, inclusive que nos dias que antecederam meu casamento, eu chorei feito uma louca. Não deu outra: mamãe ligou pra mim - no trabalho!!! - chorando perguntando se ela tinha me obrigado a casar na igreja ou obrigado a fazer qualquer outra coisa. E pra explicar?
- Insistiu demais, mamãe. Eu jã estava nervosa e a sra insistia mesmo quando eu dizia que não queria de jeito nenhum
- Mas é o sonho de toda mãe ver a filha casando de noiva, isso é errado???
- Eu estava nervosa, já que a situação, mesmo sem problemas é estressante e a sra insistia...
- Mas entenda... É o sonho de toda mãe...
Deu vontade de dizer "e o sonho da noiva não conta??"
Resultado: tive que ir à casa dela, juntamente com minha irmã pra ver se deixava ela menos nervosa. Quem levou esporro foi meu irmão, pois minha irmã disse que numa discussão, ele pode até dizer o que quiser, mas não envolver outras pessoas (ele jogou na cara de mamãe coisas que ela fez com minha irmã - que culminaram com a saída dela). Na brincadeira, ficamos lá de 17h30 até umas 20h.
Natal, viajei pra casa de minha tia. Levei mamãe mas deixei ela lá, pra ver se ela rompe ano por lá (assim, fica longe do meu irmão e não atrapalha meus planos de reveillon).
Presente de Natal maravilhoso que eu recebi ontem: a ex-namorada (essa mesma - a que me olha com ar superior) vai morar em Buenos Aires. Uma pena não ter ido pra Austrália, mas já é um bom começo. Quem sabe depois ela não é transferida pra lá??? Assim, vou parar de me irritar pelo fato de olhar para aquela cara enjoada todos os dias e vou acabar esquecendo que isso existe. (parênteses pro meu marido: pode rir, eu deixo! Mas já disse isso tudo mesmo, por que não dizer pra minha meia dúzia de três ou quatro leitores?*).
Quanto ao presente de Natal do meu marido, ele já comprou - via internet - mas deu uns probleminhas e vai levar um tempinho pra chegar. Enquanto isso, eu quebro a cabeça pra resolver o que dar pra ele. O que eu falei que ia dar (memória pra máquina digital dele que só tem a de fábrica, ou seja, não dá pra nada), ele disse pra não dar pois não precisava, mas nisso ele me quebrou toda. Alguém dá alguma sugestão??? Pensei em levar ele pra uma loja de roupas e pedir pra ele escolher e eu dava a ele. Mas acho que ele não vai topar.
Bom... Estou indo. Estou escrvendo de uma lanhouse, pois o único horário que tenho pra escrever isso em casa, prefiro ficar com meu marido :)
Salut!!!
* Parafraseando Nelson Moraes
postado por: Claudia Draper 2:07 PM
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Sábado, Dezembro 10, 2005
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Hoje fui lá na casa de mamãe para pegar o restinho do restinho que ficou, mas tive tanta raiva... A última vez que eu tinha ido lá, eu mostrei 3 lugares para não mexer, o resto podia até tocar fogo, se quisessem e não é que mexeram em 2 dos 3 lugares? Gente, eu chorei de raiva... Quando minha irmã saiu de casa, as coisas dela não podiam ser mexidas. Quando eu resolvi desmontar a cama e guardar um monte de coisas para dar espaço as minhas que não tinham lugares - um ano e meio depois - a casa só faltou cair. Não tem nem 2 meses que casei e o quarto nem parece o meu. Nem os quadros na parede deixaram. Tudo bem, não era para deixar lá para sempre, mas eu disse que ia lá buscar o resto, o problema é que aqui em casa está ainda a maior bagunça, não dava para trazer mais coisas, mas pelo menos esperasse eu ir buscar. Pois bem, eu ia trazer umas coisas e pedir para o motorista do meu sogro buscar o resto durante a semana (tv e som que são pesados), mas a raiva foi tanta que eu resolvi trazer foi tudo, antes que começassem a vender.
Já tem mais de 5 horas que saí de lá mas de vez em quando começo a chorar (não que eu queira ficar chorando) mas como meu marido comentou, era um pedaço de mim lá, parte de minha identidade. No meio lá do choro cheguei a gritar que eu não tinha morrido. Aqui, o povo tem mania de quando alguém morre, encaixotar logo tudo pra não ver as coisas do(a) falecido(a) e não ficar tendo lembranças, daí fazem isso. Mas eu estou viva.
Mudando de assunto, fiz um almoço com a família na semana passada, foi legal, só teve um probleminha: o bolo. Eu escolhi um bolo e quando fui buscar, tinha outro bolo. Um que não tinha nada a ver com o que escolhi e o pior: brega. Tinha uma flor nojenta bem no meio dele. Se pelo menos tivessem errado e tivessem feito outro bonito (ocorreu isso nos meus 15 anos), não teria problemas. Diante de tal situação, eu não podia fazer nada a não ser levar o bolo para festa, embora a vontade fosse esmurrar o bolo. Mas não deu outra: na hora de partir o bolo, dei uma estocada no meio dele (na flor, lógico). Quando fomos devolver a bandeja, a mulher que recebeu a encomenda me chamou pra pedir desculpas e foi explicar o que houve: a mulher que sempre confeita os bolos deles, no dia de receber o bolo, avisou que não ia poder fazer pois iria viajar. A atendente da loja entrou em desespero e a dona da loja, que estava junto, disse que conhecia uma pessoa que fazia um confeitado muito bom. A atendente ligou e a outra confeiteira disse que podia mandar o bolo e a foto do confeito que eu havia escolhido pois ela faria igualzinho. Não fez. Imagina o meu choque quando fui buscar o bolo e vi o que vi? Além de não ser o bolo que escolhi, o bolo tava mal coberto. Estava aquela cobertura abaulada e não aquela cobertura retinha que a gente vê em qualquer casamento. A loja pelo menos devolveu o dinheiro do confeito.
Mudando de assunto novamente, vou escolher umas fotos do casamento e da lua de mel pra pôr em alguns porta retratos que tem pela casa. Deve ser sobra da falecida ex que ele teve há uns 2 anos, pois dia desses achei no meio dos presentes que recebi, fotos dela em porta retratos. Já tinha dito pra ele recolher tudo que tinha dela e guardar fora do meu alcance. Ele até tinha recolhido tudo mas não guardou. Enquanto viajávamos em lua de mel, precisou fazer uns serviços no quarto e na hora da arrumação, colocaram coisas da dita cuja com meus presentes. Nem preciso falar que fiquei irritada, né? Não vou forçá-lo a dar fim a tudo - embora eu contei até 10 pra não fazer isso, já que ele nem se daria conta, uma vez que confessou nem lembrar das fotos - afinal de contas faz parte do passado dele.
Antes que me perguntem, a ex em questão não é a ex mulher, que é um poço de simpatias. Não a conheço pessoalmente mas já falei com ela duas vezes por telefone - a segunda vez, foi no dia do meu casamento, pra me dar os parabéns - mas é uma ex namorada, que pra meu azar tenho que ver a cara enjoada dela (sim, é enjoada - até as sobrinhas do meu marido acharam ela enjoada e chata) quase todos os dias, e logo na hora do almoço. O mais irritante é o jeito dela olhar pra mim, às vezes com ar esnobe e outros com ar de desdém. Se fosse outra pessoa, eu olharia de volta com a mesma cara mas como ela é ex, não posso fazer certas coisas que ela vai achar que tenho ciúmes dela e vai se achar a tal. Posso até sentir um certo ciúme mas é que ao meu ver, não tem porque meu marido achar que é amigo dela se eu não sinto uma reciprocidade da parte dela (durante o tempo que ele ainda trabalhava por lá e ia falar com ela, a maneira como ela o tratava). Sei lá. Não sei explicar. Mas acho que meu marido vai rir quando ler isso daqui. Ou então ficar com raiva por colocar aqui coisas relativas a ele. Bom. Agora foi. (Amor, perdoe-me caso a sua reação tenha sido a segunda. Mas isso aqui é uma válvula de escape).
Agora vou indo. Depois vou me lamuriar mais.
Salut!
postado por: Claudia Draper 6:36 PM
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Perfil:
Cognome: Claudia Draper Sim, baseado na personagem de filme homônimo
Idade: 31
Signo: Gêmeos
Estado Civil: Casada
Estado de Humor: Sempre estressada
Profissão: Programadora e Analista de Sistemas
Hobbies: Fotografar e viajar

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